Os investimentos obrigatórios das empresas produtoras de petróleo e gás em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), previstos nos contratos de concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) geram mais de R$3,5 bilhões anualmente, somando mais de R$31,2 bilhões desde 1998, quando a cláusula passou a vigorar. Esses recursos vêm impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria de óleo e gás, bem como para a geração de soluções para a descarbonização das operações, maior eficiência energética, novos combustíveis e fontes de energia, entre outros.
Apesar dos grandes investimentos em centros de pesquisa e laboratórios em universidades e ICTs, bem como na formação de pessoas, por meio do PRH – Programa de Recursos Humanos, a cadeia de novos fornecedores ainda vem se desenvolvendo de forma tímida. O que levou a criação de iniciativas complementares, como o Conexões para a Inovação, da Petrobras; Capacita Fornecedores, do Sebrae; o Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas – PIPE, e o novo programa da ANP, o NAVE.
O maior desafio nesse processo de geração de inovação está em formar empreendedores e colocá-los em contato com o mercado, bem como apoiá-los no período inicial dessa jornada. Além disso, há um claro desinteresse dos jovens pelas carreiras STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) o que pode levar a uma falta de profissionais em setores importantes da economia com impacto não só na produção e exploração de petróleo, mas também no desenvolvimento de novas tecnologias para geração de energia de baixo carbono, descarbonização do setor de óleo e gás e transição energética.
Essa é a ideia desse fórum, no qual buscamos reunir em um único evento, universidades, agências de inovação, empresas, startups, deeptech, aceleradoras, incubadoras, agências governamentais, os próprios ministérios e secretarias envolvidas para discutir formas de aumentar a entrada de alunos nas carreiras STEM, melhorar a formação geral, atualizando as ementas das universidades para capacitar o profissional do futuro, e ainda, otimizar a criação de novas empresas e, consequentemente, novos mercados e a geração de empregos no cenário nacional, tendo como base a possibilidade de investimentos das empresas da área de energia. Este processo nos levará, sem dúvidas, à reindustrialização do Brasil.
A proposta inicial do evento é ter, ao longo do primeiro e segundo semestre de 2025, reuniões específicas em que diferentes setores podem trazer suas demandas e ideias para discussão, para que no evento possamos desenvolver tais ideias e propor uma agenda de ações concretas para os problemas enfrentados.
Mapear o estado atual dos temas e os principais indicadores que refletem os desafios e oportunidades de avanço, destacando os gaps que o FEPE se propõe a atuar, início de simpósios para coleta de percepção
Mapeamento de ações de que possam inspirar iniciativas concretas, consulta a experts e practitioners
Plano propositivo de ações de curto, médio e longo prazo que poderiam ser tomadas
Teste em pequena escala das proposições sugeridas, a depender de cada caso – ex: mentorias, apresentações em universidade
Organização dos Fóruns de debate no evento com articulação de atores chave para encaminhamento das ações propostas